Tudo o que tenho
Eu habito no privilégio que tenho. Poucos são os que entendem. Muitos, são os que lhe chamam loucura. A alma, vai gritando de aflição por um combustível já extinto, mas que ainda assim, súplica para queimar. O que me afoga não é a loucura, é parar.
Muitos são os que olham e não vêem.
Trago em mim todas as perguntas do mundo a um espelho que reflete apenas uma imagem. "A" imagem, essa... eu carrego comigo e com a verdade.
O que eu fui, já não conheço. Restam cinzas de um passado perdoado, que com um sopro, se perde no tempo e reergue-se por momentos numa memória por segundos, esquecida.
- Quem sou eu?
- Eu, sou tudo o que tenho.
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