Um sofrimento vazio e calado, encharcado de medo e aflição. O que procuras que tanto não encontras? O que precisas, que te salve desse plano inexistente, que te abriga da coragem que te falta para sigas em frente? Tens o mundo nas tuas mãos. Tens o meu mundo no teu coração. Leva-me para um lugar que eu quero conhecer. Leva-me para um sítio distante, onde eu me possa finalmente perder. Leva-me, trás-me e apaga-me essa dor incenssante que não quer calar-se. Leva-me e devolve-me o coração e a coragem que um dia fez-me te amar.
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Nádia Pereira
- E onde estás estrelinha que não te vejo? - Estou esperando o tempo certo para nascer. - E vais ter medo? - Medo, de quê? - Do brilho das outras todas... - Achas?! Cada uma tem o seu brilho próprio. O universo é infinito. Posso brilhar da maneira que eu quiser e puder. Cada uma tem as suas qualidades. Cada uma nasce para ensinar e aprender qualquer coisa. E, se as outras brilharem mais que eu, vou de certeza aprender com elas. Há um lugar para todos. ❤️
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Nádia Pereira
Tempo. Devolve-me o que me roubaste. Devolve-me os sorrisos que perdi, as conversas que não tive, o tempo que eu não vivi. Permite-me um momento de um abraço de braço cheio e apertado que me transporte no tempo e no espaço até aos momentos que eu esqueci. Permite-me que veja, sinta e viva sorrisos sinceros, palavras sábias, conversas boas, em cada passo dado rumo à incerteza de tudo o que o destino reserva. Transforma toda a angústia num sentimento de dormência para que eu não a sinta e não me aflija e caminhe para e no lugar certo. Ai tempo! O que raio és tu? Finges que me olhas e não me vês, que me esqueces, mas me marcas com a tua presença constante. E aquela sensação de estar num corpo adulto e se sentir uma criança, voando no seu baloiço, sentindo o vento batendo no rosto, volta, me tranquiliza e acalma, uma e outra vez.
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Nádia Pereira
- E quando fechas os olhos, o que sentes? - Que estou voando. Sinto o cheiro a fresco da rua. Sinto-me abafada pelo sol. Sinto os passarinhos procurarem o seu ninho. Sinto o cheiro a mar. Sinto o silêncio da noite, ecoando nos meus ouvidos. Sinto todas as estrelas brilhando em conjunto só para que me possam roubar um sorriso. Sinto que sou livre. E sou.
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Nádia Pereira
Fica aqui comigo, eu estou com medo. Não apagues a luz, ainda é cedo. Vive um pouco mais comigo hoje. Dá-me um pouco mais do teu sorriso, Quero grava-lo no meu pensamento, para quando for preciso. Vem comigo para aqui, dá-me a tua mão e vamo-nos embalando cantando uma canção. Que a sorte a todos nós nos encontre de portas abertas, Somos os soldados do futuro, somos os soldados das horas certas. Que na madrugada encontremos as forças para recomeçar, E que todos nos abracemos a esperança em acreditar. Cuidem-se. Todos.
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Nádia Pereira
E quando pensavas que estava tudo esquecido, eu lembrei me de ti. Lembrei-me do teu carinho. Do teu abraço. Lembrei-me da forma como os teus olhos olham os meus. Como um todo. Vendo mais além. Sem rótulos. Sem medos. Faltou-me a coragem de te dizer mais vezes "fica". Hoje, digo-te e repito-te todas as vezes que forem necessárias : fica até onde o para sempre estiver.
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Nádia Pereira
Vem, podes vir, tira de mim o que quiseres, já nada me faz falta. Eu tenho tudo o que preciso. Leva contigo também o que precisares. Porque aquilo que verdadeiramente precisas, não me podes tirar. A minha alma é pura. A tua vazia. Quanto mais de mim quiseres ter, mais oco ficarás, porque as coisas não se conquistam arrancando. Conquistam-se com o coração, com esforço, persistência, caindo, levantando e aprendendo. Eu sinto a paz que precisas. E isso, seja lá por onde eu andar, caminha comigo. Por isso, leva tudo o que precisas de mim.
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Nádia Pereira
E mais uma vez vais-te embora depois de teres brilhado com a mesma intensidade de todos os dias. Não te interessa o que aconteceu ontem, nem o que acontece amanhã. Simplesmente brilhaste, hoje. Dás o teu lugar ao maior espetáculo de luzinhas naturais do Mundo e piscas o olho á tua amiga vizinha, dizendo: "é a tua vez!". Fechas as cortinas da tua actuação e entregas-lhe o palco. O espetáculo vai continuar. Ficas ali bem pertinho, partilhando a tua luz, iluminando a tua amiga para que ela brilhe também sobre os céus. Ainda existem algumas pessoas assim como tu. Que não se apagam ou se anulam só porque alguém brilhou mais, que não se importam de partilhar, de ajudar. E essas pessoas, são como todos os pontinhos brilhantes que consegues ver nesse manto escuro e iluminado que são os céus. E amanhã, quando me abraçares, me sentirei quentinha, pois são alguns abraços que tocam e aquecem o coração.
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Nádia Pereira
O amanhã não existe. O depois não existe. Resta-me o agora, onde o vazio perpétua na imensidão do ser consciente. E se eu asfixiar-me nesse vazio, poderás salvar-me? É que no meio de tanto espaço vazio, o sofrimento é quieto, calado e presente. As lágrimas que foram arrancadas para que lavassem a alma, já estavam secas. E todas as dores antes vividas, já estavam curadas. Por que na verdade, nada é eterno nem infinito. E se mais nada de mim eu te puder dar, também mais nada de mim conseguirás arrancar.