E mais uma vez vais-te embora depois de teres brilhado com a mesma intensidade de todos os dias. Não te interessa o que aconteceu ontem, nem o que acontece amanhã. Simplesmente brilhaste, hoje. Dás o teu lugar ao maior espetáculo de luzinhas naturais do Mundo e piscas o olho á tua amiga vizinha, dizendo: "é a tua vez!". Fechas as cortinas da tua actuação e entregas-lhe o palco. O espetáculo vai continuar. Ficas ali bem pertinho, partilhando a tua luz, iluminando a tua amiga para que ela brilhe também sobre os céus. Ainda existem algumas pessoas assim como tu. Que não se apagam ou se anulam só porque alguém brilhou mais, que não se importam de partilhar, de ajudar. E essas pessoas, são como todos os pontinhos brilhantes que consegues ver nesse manto escuro e iluminado que são os céus. E amanhã, quando me abraçares, me sentirei quentinha, pois são alguns abraços que tocam e aquecem o coração.
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A mostrar mensagens de janeiro, 2020
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Escrito por
Nádia Pereira
O amanhã não existe. O depois não existe. Resta-me o agora, onde o vazio perpétua na imensidão do ser consciente. E se eu asfixiar-me nesse vazio, poderás salvar-me? É que no meio de tanto espaço vazio, o sofrimento é quieto, calado e presente. As lágrimas que foram arrancadas para que lavassem a alma, já estavam secas. E todas as dores antes vividas, já estavam curadas. Por que na verdade, nada é eterno nem infinito. E se mais nada de mim eu te puder dar, também mais nada de mim conseguirás arrancar.