O amanhã não existe. O depois não existe. Resta-me o agora, onde o vazio perpétua na imensidão do ser consciente. E se eu asfixiar-me nesse vazio, poderás salvar-me? É que no meio de tanto espaço vazio, o sofrimento é quieto, calado e presente. As lágrimas que foram arrancadas para que lavassem a alma, já estavam secas. E todas as dores antes vividas, já estavam curadas. Por que na verdade, nada é eterno nem infinito. E se mais nada de mim eu te puder dar, também mais nada de mim conseguirás arrancar.

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