Tempo. Devolve-me o que me roubaste. Devolve-me os sorrisos que perdi, as conversas que não tive, o tempo que eu não vivi. Permite-me um momento de um abraço de braço cheio e apertado que me transporte no tempo e no espaço até aos momentos que eu esqueci. Permite-me que veja, sinta e viva sorrisos sinceros, palavras sábias, conversas boas, em cada passo dado rumo à incerteza de tudo o que o destino reserva. Transforma toda a angústia num sentimento de dormência para que eu não a sinta e não me aflija e caminhe para e no lugar certo. Ai tempo! O que raio és tu? Finges que me olhas e não me vês, que me esqueces, mas me marcas com a tua presença constante. E aquela sensação de estar num corpo adulto e se sentir uma criança, voando no seu baloiço, sentindo o vento batendo no rosto, volta, me tranquiliza e acalma, uma e outra vez.
Salto de fé
Renasço a cada instante que respiro deste ar purificado. Adormeço para acordar em mim novamente. O pesadelo da incerteza me assiste. Fixo o cimo a cada passo dado. Cada vez é mais difícil a concentração. Agarro-me na esperança e com toda a energia pulo. Pula comigo. Damos juntos um salto de fé. Teremos todas as estrelas do céu como testemunhas. Vem comigo. Agarraste-me pela mão e disseste-me: - Por cada pontinho brilhante que conseguires ver, contar-te-ei uma história e ficaremos aqui por toda a eternidade...
Comentários
Enviar um comentário