Tempo. Devolve-me o que me roubaste. Devolve-me os sorrisos que perdi, as conversas que não tive, o tempo que eu não vivi. Permite-me um momento de um abraço de braço cheio e apertado que me transporte no tempo e no espaço até aos momentos que eu esqueci. Permite-me que veja, sinta e viva sorrisos sinceros, palavras sábias, conversas boas, em cada passo dado rumo à incerteza de tudo o que o destino reserva. Transforma toda a angústia num sentimento de dormência para que eu não a sinta e não me aflija e caminhe para e no lugar certo. Ai tempo! O que raio és tu? Finges que me olhas e não me vês, que me esqueces, mas me marcas com a tua presença constante. E aquela sensação de estar num corpo adulto e se sentir uma criança, voando no seu baloiço, sentindo o vento batendo no rosto, volta, me tranquiliza e acalma, uma e outra vez.

Comentários

Mensagens populares deste blogue

Salto de fé

Recomeço