Marcas

E essas marcas que me atormentam,

Permanecem para que eu não me esqueça,

E se eu me esquecer, ainda me sinto?

Ou será de mim que me esqueço? 


Não conheço outro tempo nem lugar,

Mas pertenço a outro Mundo,

Às vezes sinto-me a despertar,

De um sono pleno e profundo.


Percorro as estradas da vida,

Na esperança de conseguir encontrar,

A cura para uma alma perdida,

O som do despertar.


Neste Mundo mal amado,

Trago a saudade carregada ao peito,

Cheio de lembranças de um passado,

Na prática, quase desfeito.


Os dias passados com aflição,

Perdem razão de o ser,

Há antídoto para salvar este coração,

E o segredo foi realmente me conhecer.

Comentários

Mensagens populares deste blogue

Salto de fé

Recomeço