A carta

As palavras que ele lhe escreveu antes de partir ficaram para sempre cravadas naquele pedaço de papel amassado que ela trazia sempre consigo.
Todos os dias ela o abria religiosamente. Era o seu mantra. Era o que lhe dava alento para seguir em frente.
"Olá meu amor. Seja dia ou noite na luz do sol ou na escuridão da noite, ao olhares para cima, respira. Eu serei a brisa que corre e te afaga os cabelos, serei o oxigénio que te enche os pulmões de ar puro e serei o chão por onde caminhares todos os dias. Na noite, quando e se sentires um aperto no peito, vai até á janela e olha para os céus, se olhares bem, por cada pontinho brilhante que conseguires ver, foi a quantidade de sorrisos que me provocaste por te ter tido a meu lado uma vida inteira."
Fechou novamente o pedaço de papel que já estava completamente vincado e amassado e adormeceu na esperança que nos seus sonhos o pudesse ter novamente.

Comentários

Mensagens populares deste blogue

Salto de fé

Recomeço